Como Fazer Feedbacks Construtivos

Dar feedback é como afinar um instrumento musical: às vezes, você precisa girar pequenas engrenagens com delicadeza até chegar ao tom perfeito. E, assim como um músico que busca harmonia, você, mentor, também precisa ser cuidadoso na hora de conduzir essa conversa com o cliente ou mentorando.

O poder do respeito e da empatia

O primeiro passo para um feedback construtivo é o respeito. Mesmo que você precise corrigir comportamentos ou “sacudir” o cliente, faça isso com empatia, usando expressões que não deixem brechas para mal-entendidos.

A ideia não é impor nem causar constrangimento, mas orientar o cliente a melhorar e alcançar o resultado desejado.

Estruturando o feedback

  1. Comece pelos pontos positivos: Reforce aquilo em que o cliente já se destaca ou tem mostrado evolução. Isso cria motivação e sensação de conquista.
  2. Aborde os pontos de melhoria: Mesmo que sejam negativos, utilize perguntas abertas (e não acusações) para que o mentorando reflita sobre o que pode ser feito de diferente.
  3. Use a técnica de “ajustes de linguagem”: Repita algumas palavras que o cliente disser durante a conversa, mostrando que você está prestando atenção e valoriza a opinião dele.
  4. Estimule o cliente a buscar soluções: Se necessário, forneça orientações, mas sempre dê espaço para ele mesmo propor ações ou estratégias. Isso o torna parte ativa do processo.
  5. Finalize com encorajamento: Antes de encerrar, ressalte a importância do esforço contínuo e ofereça suporte para que o mentorando se sinta à vontade para seguir tentando.

Exemplos de perguntas abertas

Para deixar seu feedback ainda mais eficiente, aqui vão cinco modelos de perguntas que podem ajudar você a guiar o mentorando de forma construtiva:

  1. “O que você acha que poderia ter sido feito de maneira diferente nessa situação?”
  2. “Como você se sente em relação aos resultados que obteve até agora?”
  3. “O que você acredita que precisa mudar para chegar onde deseja?”
  4. “Como você imagina que poderia lidar com este desafio se ele surgisse novamente?”
  5. “Que recursos ou apoio você acha que são importantes para você alcançar seus objetivos?”

Dica: Essas perguntas promovem reflexão profunda, pois não trazem respostas prontas. Cabe ao mentorado pensar, sugerir caminhos e, assim, desenvolver autonomia.

Case rápido

Imagine que você esteja trabalhando com um gestor que deseja melhorar o clima organizacional de sua equipe. Se ele apenas “despejar broncas”, ninguém vai se sentir à vontade para falar. Entretanto, quando o gestor começa a escutar ativamente, reconhecer o que já está dando certo e perguntar “como vocês acham que podemos fazer diferente?”, a equipe se sente parte da solução. Isso gera engajamento real e colabora para a evolução mútua.

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